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Lulu Santos ganha o 10º Prêmio UBC pela excelência pop de cancioneiro autoral que cruza pontes e gerações

Lulu Santos é escolhido pela União Brasileira de Compositores para receber em 7 de dezembro o 10º Prêmio UBC Alex Santana / Reprodução Facebook Lulu Santo...

Lulu Santos ganha o 10º Prêmio UBC pela excelência pop de cancioneiro autoral que cruza pontes e gerações
Lulu Santos ganha o 10º Prêmio UBC pela excelência pop de cancioneiro autoral que cruza pontes e gerações (Foto: Reprodução)

Lulu Santos é escolhido pela União Brasileira de Compositores para receber em 7 de dezembro o 10º Prêmio UBC Alex Santana / Reprodução Facebook Lulu Santos ♫ ANÁLISE ♬ Pela excelência pop do cancioneiro autoral que amealhou em carreira solo impulsionada a partir de 1981, há 45 anos, Lulu Santos está mais do que apto a receber qualquer prêmio destinado a compositores. Por isso, soa perfeitamente justo e natural que o artista carioca tenha sido escolhido pela União Brasileira de Compositores para receber o 10º Prêmio UBC em cerimônia programada para 7 de dezembro, daqui a exatos dois meses. A premiação acontecerá na Casa UBC, na sede da instituição, no Rio de Janeiro (RJ), com show em tributo a Lulu, orquestrado sob direção musical de Zé Ricardo, com elenco ainda não divulgado. A honraria da UBC para Lulu Santos é mais do que merecida diante da grandeza da obra que atravessa gerações sem nunca ter soado presa ao passado. “Sozinho ou com parceiros igualmente privilegiados, Lulu criou canções que nos atravessam como pontes e portos em meio a correntezas potentes”, resume, em síntese poética, Marcelo Castello Branco, diretor executivo da UBC. Aos 73 anos, Luiz Maurício Pragana dos Santos já está consolidado há décadas como um dos grandes nomes do universo pop brasileiro. Além de compositor com total domínio do idioma pop, Lulu é cantor, guitarrista e produtor musical cuja trajetória profissional já totaliza 53 anos. Lulu Santos entrou em cena na década de 1970, precisamente em 1973, quando tinha 20 anos. Entre 1973 e 1977, o artista atuou como músico integrante de bandas da cena underground da cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), como Veludo Elétrico e Vímana. Contudo, o monumental cancioneiro autoral de Lulu – a obra que o fez ser o compositor laureado do 10º Prêmio UBC – foi criado a partir dos anos 1980, década em que se abriu no Brasil um mercado para o rock e para a música pop, em revolução detonada em 1982, mas já preparada por bandas como A Cor do Som e 14 Bis desde a segunda metade dos anos 1970. É por isso que Lulu Santos é sempre associado primordialmente à geração pop da década de 1980, embora tenha surgido efetivamente nos anos 1970. Foi na década de 1980 que o artista obteve progressivo sucesso a partir de 1981. As canções de Lulu Santos foram tesouros da juventude daqueles anos 1980, mas, por nunca terem tido prazo de validade, atravessaram o tempo, alcançando sucessivas gerações. Músicas como “De repente, Califórnia” (1981), “Como uma onda (Zen surfismo)” (Lulu Santos e Nelson Motta, 1982), “Tempos modernos” (1982), “Adivinha o quê” (1983), “Um certo alguém” (Lulu Santos e Ronaldo Bastos, 1983), “O último romântico” (Lulu Santos, Antonio Cicero e Sérgio Souza, 1984), “Tudo azul” (Lulu Santos e Nelson Motta, 1984), “Tudo bem” (1985), “Casa” (1986), “Toda forma de amor” (1988) e “Apenas mais uma de amor” (1992) – para citar somente as mais famosas – atestam a maestria de um compositor que muitas vezes chegou ao pop perfeito. Não é á toa que até hoje essas músicas são o suprassumo dos roteiros do show do artista. E todo mundo de todas as idades canta todas elas. Como disse certa vez Caetano Veloso, as canções de Lulu Santos compõem a trilha sonora de um país. É essa trilha sonora pop e brasileira que a União Brasileira de Compositores vai celebrar em dezembro no 10º Prêmio UBC.